domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 30, 2006
"Crack of the neck"
Fisk diz tudo aqui.
"Saddam to the gallows. It was an easy equation. Who could be more deserving of that last walk to the scaffold - that crack of the neck at the end of a rope - than the Beast of Baghdad, the Hitler of the Tigris, the man who murdered untold hundreds of thousands of innocent Iraqis while spraying chemical weapons over his enemies? Our masters will tell us in a few hours that it is a "great day" for Iraqis and will hope that the Muslim world will forget that his death sentence was signed - by the Iraqi "government", but on behalf of the Americans - on the very eve of the Eid al-Adha, the Feast of the Sacrifice, the moment of greatest forgiveness in the Arab world."
Publicado em 30/12/2006 no jornal The Independent.
Leia na íntegra: A dictator created then destroyed by America
"Saddam to the gallows. It was an easy equation. Who could be more deserving of that last walk to the scaffold - that crack of the neck at the end of a rope - than the Beast of Baghdad, the Hitler of the Tigris, the man who murdered untold hundreds of thousands of innocent Iraqis while spraying chemical weapons over his enemies? Our masters will tell us in a few hours that it is a "great day" for Iraqis and will hope that the Muslim world will forget that his death sentence was signed - by the Iraqi "government", but on behalf of the Americans - on the very eve of the Eid al-Adha, the Feast of the Sacrifice, the moment of greatest forgiveness in the Arab world."
Publicado em 30/12/2006 no jornal The Independent.
Leia na íntegra: A dictator created then destroyed by America
E se ele tivesse um Google?
Acabei de ler o "Laptop de Leonardo" do Ben Shneiderman. Ele é professor de Ciências da Computação da Universidade de Maryland e propõe um debate sobre como a informática pode incentivar a criatividade, o debate político e uma nova formação de sociedade.O tema é mais do que atual e o livro tá rendendo comentários de pessoas interessantes. O pessoal do MIT ficou tão empolgado que criou até uma página especial pra continuar o debate dessas idéias.
Mas confesso que fiquei com um sentimento de que fui enganado e de que é um amontoado de lugares-comuns sobre essa nova onda da web 2.0.
Ainda assim o livro é ruim ou mal escrito? Definitivamente, não.
Tive essa sensação porque as coisas sobre as quais ele escreve ainda estão em andamento. Talvez falte o tal do "distanciamento" que tanto os historiadores falam. Várias mudanças pelas quais passamos são tão graduais que nem notamos. Outras não.
Eu, que estou na casa dos 30, fiquei maravilhado quando pude encostar a máquina de escrever e usar o word no primeiro PC que entrou lá em casa. Mas, ao mesmo tempo, trocar um cd pelo mp3 não foi tão fantástico assim.
Shneiderman usa a figura de DaVinci para falar exatamente do "upgrade nosso de cada dia". O homem renascentista, representado pelo pintor, escultor, projetista e etc., era o protótipo do que ainda ensaiamos hoje. Tentava fazer uso de ferrementas (do cinzel ao mouse) para concretizar idéias. Se ia dar certo ou mesmo ter uso prático não importava. O que fazia a diferença era a criatividade humana trabalhando tecnologia.
Imagine o que DaVinci poderia fazer hoje usando o Google!
Para Shneiderman não é importante o que os computadores podem fazer. Mas sim o que as pessoas podem fazer usando computadores.
(Veja aqui a entrevista que produzi com ele para o Espaço Aberto/C&T da Globonews)
"My favourite sentence in this book is 'easy to say, but tough to do.' Ben addresses many of the key issues in creating powerful tools that empower and liberate users. A lot of people talk about a new wave of innovation driven by human need rather than by technology, but Shneiderman is actually doing the innovating. This timely book is about the new ways technology will help us mobilise human agency, not replace it." --John Thackara, First Perceptron, Doors of Perception
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Filosofia Walcaciana - "me ajuuuda?"
Adoro livros de auto-ajuda. Confesso que nunca comprei um, mas só pelos títulos já valia a pena.
Presta atenção no que sua estante está perdendo:
“Chupar manga com saca-rolha” e “Livre-se do elefante cor-de-rosa”, por exemplo, não merecem o Nobel de titulação mais original?
Fico sem fala diante desses livros todos reunidos numa mesma banca da livraria. Formidáveis. Olha um que tem uma pretensão metafísica: “Liberados somos concluídos”. Hã? Como não entendeu? Cara, você tem problemas.
Os melhores mesmo são os inquisitivos que seguem a linha do best-seller "Quem mexeu no meu queijo?". Eles vão além e agora são algo como “Onde está o gorila?” (Ué, tava aqui agorinha mesmo. Procura atrás da cortina!) e “Seu balde está cheio?”. Como assim, meu balde está cheio??? Vem cá que eu vou te dizer o que tem nele.
Te liga, abajur, senão o gorila cor-de-rosa vem chupar tua manga. Ah, nem pergunte sobre o saca-rolha!
Presta atenção no que sua estante está perdendo:
“Chupar manga com saca-rolha” e “Livre-se do elefante cor-de-rosa”, por exemplo, não merecem o Nobel de titulação mais original?
Fico sem fala diante desses livros todos reunidos numa mesma banca da livraria. Formidáveis. Olha um que tem uma pretensão metafísica: “Liberados somos concluídos”. Hã? Como não entendeu? Cara, você tem problemas.
Os melhores mesmo são os inquisitivos que seguem a linha do best-seller "Quem mexeu no meu queijo?". Eles vão além e agora são algo como “Onde está o gorila?” (Ué, tava aqui agorinha mesmo. Procura atrás da cortina!) e “Seu balde está cheio?”. Como assim, meu balde está cheio??? Vem cá que eu vou te dizer o que tem nele.
Te liga, abajur, senão o gorila cor-de-rosa vem chupar tua manga. Ah, nem pergunte sobre o saca-rolha!
Luz & distorção
Antes que a tecnologia coma a capacidade fotográfica da minha câmera digital vou começar a gastar uns clicks com ela.
Essa sessão-ensaio foi feita numa ida ao cinema na folga de Ano Novo. O filme? "Eragon". Deixa pra lá. Nem meu filho gostou.
As fotos distorcidas foram tiradas da luz de serviço da escada passando por dentro de uma garrafa de água mineral. Gostou?
Essa sessão-ensaio foi feita numa ida ao cinema na folga de Ano Novo. O filme? "Eragon". Deixa pra lá. Nem meu filho gostou.
As fotos distorcidas foram tiradas da luz de serviço da escada passando por dentro de uma garrafa de água mineral. Gostou?
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Um livro, um filho e uma árvore
Um andróide que deseja ser humano para saber o que é a subjetividade, e assim experimentar sentimentos como o amor e a angústia. Esse é o mote da nova campanha da Johnnie Walker.
O droide com cara de William Hurt é fortemente inpirado no visual descrito no conto "Do androids dream of eletric sheep?" do Phillip K. Dick.
Também não dá pra deixar de lembrar do yuppie fútil do "A.I." e dos questionamentos do replicante vivido por Rutger Hauer em Blade Runner.
Batty: I've done... questionable things.
Tyrell: Also extraordinary things. Nothing the god of biomechanics wouldn't let you in heaven for.
Batty: I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.
Batty: I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain. Time to die.
A questão é igual em todos.
O homem pode ser um animal imperfeito e cheio de dúvidas. Com questionamentos e emoções descontroladas. Basta isso pra se sentir vivo.
"- Vem 'nimim' que eu tô facinha!"

A revista Time mais uma vez coloca nas bancas o que talvez seja uma das edições mais aguardadas do ano.
Numa época em que é mais fácil ler matérias nos sites, a gente dá cada vez menos importância para as capas das semanais.
Nessa edição de dezembro sempre dedicada à personalidade do ano foi uma surpresa. Pra quem esperava ver o punho cerrado do Ahmadinejad, as sobrancelhas grisalhas do Saddam ou mesmo o coreano Kim Jong-il, se decepcionou.
Dessa vez era "VOCÊ" ou eu, nós, tu e eles.
A tela do computador aí acima ainda traz uma superfície espelhada pra que cada um veja seu próprio rosto.
A "web 2.0" é o que criou isso.
Pra quem ainda acha essa idéia confusa de entender, o difícil é explicar. A coisa toda é tão simples e palpável que parece até idiota. Youtube, MySpace, blogs, Flickr´s e Slide são só algumas das ferramentas que usamos diariamente pra usar e abusar desse espaço virtual. Ninguém passa um dia sem olhar o seu inbox, mandar um torpedinho ou baixar um mp3 novo.
Ainda não entendeu?
Essa nova web é ativa e não passiva. Por isso "You" é o nome do cara. Você é quem tá absorvendo e gerando conhecimento a cada clique.
Bote a roda pra girar, babe.
Vai lá! E a diaba da internet ainda grita pra vc:
"- Vem 'nimim' que eu tô facinha!"
Chega de ficar na decoreba quando existe o Google, desista do "Nevermind" quando vc pode descobrir uma neozelandesa de origem chinesa cantando pelo Bitcomet, leia pela primeira vez na vida o "Grande Sertão: Veredas"... em pdf.
Leia aqui sobre a capa da Time:
"Você, seu zé ninguém" do Tutty Vasques
"A pessoa do ano é ‘você’?" do Pedro Dória
Morra novamente Stefen Zweig!
Ano vai, ano vem.
Um monte de listas pra saber quem foi o melhor e o pior, o in & out do ano que passou.
Com 2006 não foi diferente.
Um ano que, pelo menos pro brasileiro, tinha tudo pra ser verde e amarelo acabou com "cor de burro quando foge".
Tá, foi sempre assim. Aqui, abaixo do Equador nunca foi fácil.
Não temos tsunamis, Hezbollá contra Fatah ou Boeings explodindo na torre do Riosul. Mas só na hora da contabilidade é que a balança pende pra um dos lados em que o prato está mais do que enferrujado.
Lembrem-se do ataque do PCC que parou a maior cidade da América Latina e terceira maior do Mundo.
Não se esqueçam do apagão aéreo que fez muita gente esperar o bom velhinho na fila do check-in.
Do mensalão, do Bob Jeff e da releição de você sabe quem.
Isso sem contar que tomamos um ferro "bunito" em gramado alemão.
Tá bom ou quer mais?
Outro dia assisti o Almanaque com o Tom Zé na Globonews.
Nada de música, só entrevista - aliás Geneton é tão bom que se anula e transcende perguntas. Ele deve ter feito umas cinco durante 23 minutos.
E uma delas foi: "- O Brasil ainda é o país do futuro?"
Do alto da esquizofrenia controlada Tom Zé deu um salto da cadeira e, como se tivesse visto o cramulhão em pessoa, disse: "- A gente tem que parar de ouvir o Stefan Zweig".
(clica aí pra saber do que eu tô falando).
Mas ele tem razão. Já deu pra gente perceber que assim a gente não vai longe. Essa fila de Mercosul, Bric e país emergente não anda. Nem nunca vai andar se a gente ficar esperando.
Quero "caixa preferencial" já!
Mas aí bate o aquele complexo de Pollyanna e a gente já começa a pensar em 2007 como "o ano da virada", do Pan e do início de "mais quatro anos!". É sempre assim.
O post pode parecer um tanto "sorumbático" - como diria uma amiga minha - mas é só um grande nariz de cera pra fechar o ano e abrir caminho pro post acima.






